A pergunta em referendo será: “Sim ou Não, à despenalização da IVG (Interrupção Voluntária da Gravidez) quando feito durante as dez primeiras semanas de gravidez em estabelecimento de saúde legalmente autorizado?”
Em princípio, pela despenalização - SIM!
Mas votar Sim pela despenalização não é equivalente a votar a favor da prática do aborto. O referendo a que vamos ser chamados é sobre a questão da despenalização criminal e não sobre a legitimidade da prática do aborto.Existem casos em que se poderá compreender muito bem a decisão de abortar como serão o caso das violações, grandes degenerações genéticas verificadas no feto em tempo útil, etc. Nestes casos a decisão, parece-me, deve caber unicamente aos próprios.De resto, tenho dificuldade em julgar alguém que em consciência própria, esclarecida, se decida por fazer um aborto. Por isso estou inclinado a votar pelo SIM à despenalização, embora esteja aberto a ser convencido do contrário.
Se der para fazer uma lista extensa de casos em que seja razoável aceitar a prática do aborto e outra em que a questão deixa de ser admissível, então aí, talvez possa mudar o sentido do meu voto.Também acho que não é só a questão da despenalização que deve ser debatida. O problema deve ser aberto a um debate o mais amplo possível, mais que não seja para se perceber melhor os prós e os contras.
Mas nitidamente me parece que um debate sobre a prática do aborto não poderá deixar de passar pela primazia da defesa da Vida.
Enfim, satisfaz-me pensar que a emancipação cívica face aos poderes partidários instituídos está a passar por aqui. Bem hajam.
cf., Carlos, A Despenalização do Aborto em Debate, http://pauga.blogspot.com , Dez. 2006.
08 dezembro 2006
O Microcrédito e o Prémio Nobel da Paz
No próximo dia 10 de Dezembro, quando em Portugal forem 12 horas, realiza-se em Oslo a cerimónia de entrega do Prémio Nobel da Paz ao Prof. Muhammad Yunus, o que significa o reconhecimento de que o microcrédito é um instrumento eficiente na promoção do desenvolvimento e na luta contra a pobreza; o trabalho desenvolvido pelo laureado e pelo Grameen Bank em favor dos mais desprotegidos das sociedades é uma luta pela paz e pelo desenvolvimento; a Paz só é possível se existir justiça e que o verdadeiro desenvolvimento se encontra estreitamente ligado a ambas.
Esta distinção é também o reconhecimento da importância que o microcrédito granjeou em todo o mundo, tanto em países do Terceiro Mundo como em países desenvolvidos. Para as organizações, como a ANDC, que desenvolve a sua actividade na área do microcrédito este é um momento de grande estímulo e, simultaneamente, de incentivo a continuarem na procura de soluções que possam contribuir para a erradicação da pobreza e uma maior justiça económica e social.
A Associação Nacional de Direito ao Crédito, fundada em Dezembro 1998 e tendo iniciado a sua actividade de microcrédito em Abril 1999, quis associar-se ao evento promovendo várias iniciativas, entre as quais se destaca a realização de uma sessão/debate subordinada ao tema: «Microcrédito, Justiça, Paz e Desenvolvimento», na qual serão intervenientes o Dr. Fernando Medina (Secretário de Estado do Emprego e Formação Profissional), o Prof. Mário Murteira e a Profª Manuela Silva. O debate terá lugar no dia 14 de Dezembro, às 21h 30mn, no ISCTE - Auditório Afonso de Barros.
contactos:
José Centeio
Secretário-geral
Tel. 21 315 52 71
j.centeio@microcredito.com.pt
MICROCRÉDITO
www.microcredito.com.pt
Associação Nacional de Direito ao Crédito
Praça José Fontana, 4 – 5º, 1050-129 LISBOA
Tel. 21 315 62 00. Fax. 21 315 62 02
microcredito@microcredito.com.pt
Esta distinção é também o reconhecimento da importância que o microcrédito granjeou em todo o mundo, tanto em países do Terceiro Mundo como em países desenvolvidos. Para as organizações, como a ANDC, que desenvolve a sua actividade na área do microcrédito este é um momento de grande estímulo e, simultaneamente, de incentivo a continuarem na procura de soluções que possam contribuir para a erradicação da pobreza e uma maior justiça económica e social.
A Associação Nacional de Direito ao Crédito, fundada em Dezembro 1998 e tendo iniciado a sua actividade de microcrédito em Abril 1999, quis associar-se ao evento promovendo várias iniciativas, entre as quais se destaca a realização de uma sessão/debate subordinada ao tema: «Microcrédito, Justiça, Paz e Desenvolvimento», na qual serão intervenientes o Dr. Fernando Medina (Secretário de Estado do Emprego e Formação Profissional), o Prof. Mário Murteira e a Profª Manuela Silva. O debate terá lugar no dia 14 de Dezembro, às 21h 30mn, no ISCTE - Auditório Afonso de Barros.
contactos:
José Centeio
Secretário-geral
Tel. 21 315 52 71
j.centeio@microcredito.com.pt
MICROCRÉDITO
www.microcredito.com.pt
Associação Nacional de Direito ao Crédito
Praça José Fontana, 4 – 5º, 1050-129 LISBOA
Tel. 21 315 62 00. Fax. 21 315 62 02
microcredito@microcredito.com.pt
Poema de Natal
Para isso fomos feitos:
Para lembrar e ser lembrados
Para chorar e fazer chorar
Para enterrar os nossos mortos
Por isso temos braços longos para os adeuses
Mãos para colher o que foi dado
Dedos para cavar a terra.
Assim será nossa vida
Uma tarde sempre a esquecer
Uma estrela a se apagar na treva
Um caminho entre dois túmulos
Por isso precisamos velar,
Falar baixo, pisar leve, ver
A noite dormir em silêncio.
Não há muito que dizer:
Uma canção sobre um berço
Um verso, talvez, de amor
Uma prece por quem se vai
Mas que essa hora não esqueça
E que por ela os nossos corações
Se deixem, graves e simples.
Pois para isso fomos feitos:
Para a esperança no milagre
Para a participação da poesia
Para ver a face da morte
De repente nunca mais esperaremos...
Hoje a noite é jovem; da morte, apenas
Nascemos, imensamente.
(Vinicius de Morais)
dialogos_lusofonos@yahoogrupos.com.br
Para lembrar e ser lembrados
Para chorar e fazer chorar
Para enterrar os nossos mortos
Por isso temos braços longos para os adeuses
Mãos para colher o que foi dado
Dedos para cavar a terra.
Assim será nossa vida
Uma tarde sempre a esquecer
Uma estrela a se apagar na treva
Um caminho entre dois túmulos
Por isso precisamos velar,
Falar baixo, pisar leve, ver
A noite dormir em silêncio.
Não há muito que dizer:
Uma canção sobre um berço
Um verso, talvez, de amor
Uma prece por quem se vai
Mas que essa hora não esqueça
E que por ela os nossos corações
Se deixem, graves e simples.
Pois para isso fomos feitos:
Para a esperança no milagre
Para a participação da poesia
Para ver a face da morte
De repente nunca mais esperaremos...
Hoje a noite é jovem; da morte, apenas
Nascemos, imensamente.
(Vinicius de Morais)
dialogos_lusofonos@yahoogrupos.com.br
O silêncio dos bons...
" O que mais preocupa não é nem o grito dos violentos, dos corruptos, dos desonestos, dos sem-carácter, dos sem-ética. O que mais preocupa é o silêncio dos bons"
Martin Luther King
Há muito que desliguei os canais de recepção do ruído político nacional ou regional e dedico-me, apenas, a viver os anos que me restam devolvendo à sociedade parte daquilo que aprendi. Não posso, porém, deixar passar em branco que - mais do que nunca - é preciso emular a célebre frase de John Fitzgerald Kennedy “Não perguntes o que o teu país pode fazer por ti, mas o que podes fazer pelo teu país”. E que vejo eu senão deputados, administradores de bancos e outras empresas públicas com reformas chorudas e pouquíssimos anos de descontos para a reforma? Que vejo senão lucros exorbitantes de todos os bancos portugueses e das grandes empresas onde os seus administradores (na maioria ex-ministros, ex-deputados, ex-qualquer coisa) recebem dividendos ainda mais desmedidos? As frotas ao dispor dos ministérios são renovadas assiduamente, os motoristas fardados especializados em quebrar todas as barreiras de velocidade, continuam a proliferar. Os professores foram escolhidos para bode expiatório da crise e têm as carreiras congeladas, mas então, todos os outros podem prosseguir nas suas carreiras? Os alunos – esses não precisam de estudar ou aprender – porque lhes garantem a passagem automática para não estragar as estatísticas em Bruxelas. As pontes caem mas a culpa é do Divino ou da Mãe-Natureza, as estradas ficam cortadas com as primeiras chuvas porque nunca ninguém se preocupou em arranjá-las (ah! Que saudade dos cantoneiros da minha infância!) ou mantê-las. Como eu gostava de ver políticos a pensarem no verdadeiro país e não no bem-estar futuro deles e dos seus correligionários, capazes de criarem um parlamento com uma centena ou menos de deputados, capazes de legislarem, de simplificarem a burocracia (essa teia invisível que tolhe toda a iniciativa) e de pensarem no progresso da Nação sem equacionarem esse progresso com betão ou alcatrão. Sonhei um dia que o centro do país tinha deixado de ser Lisboa, e lá apenas estava a sede do governo, nada mais, mas depressa vi que isso nunca seria possível a menos que houvesse um novo terramoto como o de 1755. Sonhei com as aldeias cheias de crianças e as escolas reactivadas, os campos de novo cultivados e os mais idosos a aproveitarem os últimos anos de vida. Gostava de ver os senhores todos poderosos que mandam no povo a estarem horas à espera em qualquer hospital, repartição pública, tribunal, como os comuns mortais. A apanharem os péssimos transportes públicos colectivos em vez de serem conduzidos aos seus gabinetes almofadados e condicionados, a tirarem o seu número na fila para isto ou para aquilo, sem privilégios nem mordomias. Ah! Como eu gostava de os ver abastecerem as suas viaturas na bomba de gasolina e de gasóleo e insurgirem-se com o excesso de impostos que sobre aqueles produtos recaem. A viverem sem um médico de família como não sei quantos milhões de portugueses. Gostava, por último de os ver a falar português (em vez de os escutar no seu novo-riquismo saloio a provarem que falam línguas) e a fazerem férias em Portugal. Foi, então, que entendi porque é que uma recente sondagem dizia que havia gente a querer unir-se à Espanha à revelia de todos os nossos antepassados, o que eles querem é a vida fácil e sem esforço, que as vantagens de uma união traria, sem terem de se esforçar ou trabalhar, pois sabem que os subsídios de Bruxelas já não são o que eram e para isso troca-se a nacionalidade e novecentos anos de história por umas esmolas do país vizinho. Uma boa solução dentro da politica nacional do desenrascanço. Por isso tudo, não posso continuar silente e tenho de erguer aqui o meu grito de revolta porque aquilo que todos ouvimos é apenas o grito dos violentos, dos corruptos, dos desonestos, dos sem-carácter, dos sem-ética.
Chrys CHRYSTELLO, 03-12-2006
ACL Mentor (Information Technology Research Institute), University of Brighton, UK.
Reviewer Helsinki University (Translation Studies Department Publications) Finland
Jornalista [International Press Card AU 0306, Australian Journalists' Association – MEEA, member 2977131]
Preside aos Comités Executivos dos Colóquios da Lusofonia e dos Encontros Açorianos da Lusofonia
chryschrystello@journalist.com
Martin Luther King
Há muito que desliguei os canais de recepção do ruído político nacional ou regional e dedico-me, apenas, a viver os anos que me restam devolvendo à sociedade parte daquilo que aprendi. Não posso, porém, deixar passar em branco que - mais do que nunca - é preciso emular a célebre frase de John Fitzgerald Kennedy “Não perguntes o que o teu país pode fazer por ti, mas o que podes fazer pelo teu país”. E que vejo eu senão deputados, administradores de bancos e outras empresas públicas com reformas chorudas e pouquíssimos anos de descontos para a reforma? Que vejo senão lucros exorbitantes de todos os bancos portugueses e das grandes empresas onde os seus administradores (na maioria ex-ministros, ex-deputados, ex-qualquer coisa) recebem dividendos ainda mais desmedidos? As frotas ao dispor dos ministérios são renovadas assiduamente, os motoristas fardados especializados em quebrar todas as barreiras de velocidade, continuam a proliferar. Os professores foram escolhidos para bode expiatório da crise e têm as carreiras congeladas, mas então, todos os outros podem prosseguir nas suas carreiras? Os alunos – esses não precisam de estudar ou aprender – porque lhes garantem a passagem automática para não estragar as estatísticas em Bruxelas. As pontes caem mas a culpa é do Divino ou da Mãe-Natureza, as estradas ficam cortadas com as primeiras chuvas porque nunca ninguém se preocupou em arranjá-las (ah! Que saudade dos cantoneiros da minha infância!) ou mantê-las. Como eu gostava de ver políticos a pensarem no verdadeiro país e não no bem-estar futuro deles e dos seus correligionários, capazes de criarem um parlamento com uma centena ou menos de deputados, capazes de legislarem, de simplificarem a burocracia (essa teia invisível que tolhe toda a iniciativa) e de pensarem no progresso da Nação sem equacionarem esse progresso com betão ou alcatrão. Sonhei um dia que o centro do país tinha deixado de ser Lisboa, e lá apenas estava a sede do governo, nada mais, mas depressa vi que isso nunca seria possível a menos que houvesse um novo terramoto como o de 1755. Sonhei com as aldeias cheias de crianças e as escolas reactivadas, os campos de novo cultivados e os mais idosos a aproveitarem os últimos anos de vida. Gostava de ver os senhores todos poderosos que mandam no povo a estarem horas à espera em qualquer hospital, repartição pública, tribunal, como os comuns mortais. A apanharem os péssimos transportes públicos colectivos em vez de serem conduzidos aos seus gabinetes almofadados e condicionados, a tirarem o seu número na fila para isto ou para aquilo, sem privilégios nem mordomias. Ah! Como eu gostava de os ver abastecerem as suas viaturas na bomba de gasolina e de gasóleo e insurgirem-se com o excesso de impostos que sobre aqueles produtos recaem. A viverem sem um médico de família como não sei quantos milhões de portugueses. Gostava, por último de os ver a falar português (em vez de os escutar no seu novo-riquismo saloio a provarem que falam línguas) e a fazerem férias em Portugal. Foi, então, que entendi porque é que uma recente sondagem dizia que havia gente a querer unir-se à Espanha à revelia de todos os nossos antepassados, o que eles querem é a vida fácil e sem esforço, que as vantagens de uma união traria, sem terem de se esforçar ou trabalhar, pois sabem que os subsídios de Bruxelas já não são o que eram e para isso troca-se a nacionalidade e novecentos anos de história por umas esmolas do país vizinho. Uma boa solução dentro da politica nacional do desenrascanço. Por isso tudo, não posso continuar silente e tenho de erguer aqui o meu grito de revolta porque aquilo que todos ouvimos é apenas o grito dos violentos, dos corruptos, dos desonestos, dos sem-carácter, dos sem-ética.
Chrys CHRYSTELLO, 03-12-2006
ACL Mentor (Information Technology Research Institute), University of Brighton, UK.
Reviewer Helsinki University (Translation Studies Department Publications) Finland
Jornalista [International Press Card AU 0306, Australian Journalists' Association – MEEA, member 2977131]
Preside aos Comités Executivos dos Colóquios da Lusofonia e dos Encontros Açorianos da Lusofonia
chryschrystello@journalist.com
02 dezembro 2006
um altar em construção
É verdade ou não
que inventaste uma nova religião
nunca foste a uma missa, nunca fizeste comunhão
depressa largaste a lei do Tao
a pureza matemática macrobiótica,
meditação transcendental, o Induismo, os Vedas
a primeira abandonaste, os outros nunca tentaste.
Arreda Satanás,
É verdade que te ligaste aos espíritos antepassados
aos mortos que continuam vivos
princípios gerais de primitivos animismos
vagueiam-te pelos pensamentos
elementos simples de livres budismos,
tu amante de diárias leituras cristãs
que tal como todos os jurados caminhos
de místicos, profetas e videntes, em ascensão
procuram as portas da libertação, da carne
anúncios de uma outra proeminência.
Arreda Satanás,
Sentes-te um Português de longe, não é?
conquistador, navegante, templário
de cruz vermelha em manto branco ao peito,
combatente não activo de Dinis
militante pacifista universal
de um lugar para a Língua Portuguesa,
um mensageiro de Isabel
que te trouxe a coroa de Rei dos Judeus
a coroa dos eleitos, do Espírito Santo
a lembrar as insígnias no alto da cruz,
um cavaleiro de Jorge
um vencedor de dragões
um sinaleiro de pombas.
Arreda Satanás,
Agora que todos juntaste é verdade ou não
que temos uma nova religião?
A religião das religiões.
Assente em rudimentar filosofia, é certo
numa pretensão de ser tudo
aprendiz de Deus entre deuses
quando se é pouco mais que nada
de fracos poderes entre os vivos
entre firmes pilares de limitados horizontes
todavia, um ser nada que não é vazio
um nada absoluto sedento de liberdade
troca-tintas de exercícios orientais, físicos e mentais
praticante de preces locais
com poderes especiais no jogo da vida
De uma Vida que em si é tudo
em curtes vegetarianas a meio tempo
curioso de práticas reikianas
buscador de apostólicas energias de cura
de revelados óleos essenciais
ou de naturais essências
que também vêm através das ciências
e do que mais estará por vir
porque tudo isto é tanto muito pouco
Luis Santos
que inventaste uma nova religião
nunca foste a uma missa, nunca fizeste comunhão
depressa largaste a lei do Tao
a pureza matemática macrobiótica,
meditação transcendental, o Induismo, os Vedas
a primeira abandonaste, os outros nunca tentaste.
Arreda Satanás,
É verdade que te ligaste aos espíritos antepassados
aos mortos que continuam vivos
princípios gerais de primitivos animismos
vagueiam-te pelos pensamentos
elementos simples de livres budismos,
tu amante de diárias leituras cristãs
que tal como todos os jurados caminhos
de místicos, profetas e videntes, em ascensão
procuram as portas da libertação, da carne
anúncios de uma outra proeminência.
Arreda Satanás,
Sentes-te um Português de longe, não é?
conquistador, navegante, templário
de cruz vermelha em manto branco ao peito,
combatente não activo de Dinis
militante pacifista universal
de um lugar para a Língua Portuguesa,
um mensageiro de Isabel
que te trouxe a coroa de Rei dos Judeus
a coroa dos eleitos, do Espírito Santo
a lembrar as insígnias no alto da cruz,
um cavaleiro de Jorge
um vencedor de dragões
um sinaleiro de pombas.
Arreda Satanás,
Agora que todos juntaste é verdade ou não
que temos uma nova religião?
A religião das religiões.
Assente em rudimentar filosofia, é certo
numa pretensão de ser tudo
aprendiz de Deus entre deuses
quando se é pouco mais que nada
de fracos poderes entre os vivos
entre firmes pilares de limitados horizontes
todavia, um ser nada que não é vazio
um nada absoluto sedento de liberdade
troca-tintas de exercícios orientais, físicos e mentais
praticante de preces locais
com poderes especiais no jogo da vida
De uma Vida que em si é tudo
em curtes vegetarianas a meio tempo
curioso de práticas reikianas
buscador de apostólicas energias de cura
de revelados óleos essenciais
ou de naturais essências
que também vêm através das ciências
e do que mais estará por vir
porque tudo isto é tanto muito pouco
Luis Santos
01 dezembro 2006
MUSIDANÇAS 2006
MÚSICA DO MUNDO LUSÓFONO
As terças-feiras em Lisboa nunca mais serão as mesmas
Convidamo-vos a estarem presentes no MUSIDANÇAS 2006
no ONDAJAZZ , Rua Arco de Jesus, 7 ao Campo das Cebolas,
Programação em www.musidancas.com
PROGRAMA PARA ESTA TERÇA-FEIRA
entrada 6 €
5 Dezembro – LINDU MONA – Angola
FRANCISCO NAIA – Portugal
FOTOGRAFIA - de 5 DEZEMBRO A 19 DEZEMBRO com Pedro Silva
VENDA DE CD COMPILAÇÃO “MUSIDANÇAS 2006” no local
e no site www.musidancas.com com músicas de vários artistas presentes no Festival
Bilhetes á venda no local ou pelo número 218873064 ou bar@ondajazz.com
Captação e Edição de Som – Cláudio Silva
Realização de Imagem – Ricardo Pastor
Som – Ondajazz e Musidanças
Apoio logístico – Ondajazz
Design Gráfico – escaja.design
As terças-feiras em Lisboa nunca mais serão as mesmas
Convidamo-vos a estarem presentes no MUSIDANÇAS 2006
no ONDAJAZZ , Rua Arco de Jesus, 7 ao Campo das Cebolas,
Programação em www.musidancas.com
PROGRAMA PARA ESTA TERÇA-FEIRA
entrada 6 €
5 Dezembro – LINDU MONA – Angola
FRANCISCO NAIA – Portugal
FOTOGRAFIA - de 5 DEZEMBRO A 19 DEZEMBRO com Pedro Silva
VENDA DE CD COMPILAÇÃO “MUSIDANÇAS 2006” no local
e no site www.musidancas.com com músicas de vários artistas presentes no Festival
Bilhetes á venda no local ou pelo número 218873064 ou bar@ondajazz.com
Captação e Edição de Som – Cláudio Silva
Realização de Imagem – Ricardo Pastor
Som – Ondajazz e Musidanças
Apoio logístico – Ondajazz
Design Gráfico – escaja.design
Jorge, de Caetano Veloso
(Ouvir Música)
http://www.breastfeedingfortheworld.net/Denise/Salve%20Jorge.mp3
Jorge sentou praça na cavalaria
e eu estou feliz porque eu tambem sou da sua companhia
eu estou vestido com as roupas e as armas de Jorge
para que meus inimigos tenham pés, mas não me alcancem
para que meus inimigos tenham mãos e não me toquem
para que meus inimigos tenham olhos, e nao me vejam
e nem mesmo um pensamento eles possam ter para me fazerem mal
armas de fogo, meu corpo nao alcançarão
facas e espadas se quebrem, sem o meu corpo tocar
cordas, correntes arrebentem, sem o meu corpo amarrar
pois eu estou vestido com as roupas e as armas de Jorge
Jorge é de Capadócia,
salve Jorge, salve Jorge!
salve Jorge, salve Jorge!
salve Jorge, salve Jorge!
http://www.breastfeedingfortheworld.net/Denise/Salve%20Jorge.mp3
Jorge sentou praça na cavalaria
e eu estou feliz porque eu tambem sou da sua companhia
eu estou vestido com as roupas e as armas de Jorge
para que meus inimigos tenham pés, mas não me alcancem
para que meus inimigos tenham mãos e não me toquem
para que meus inimigos tenham olhos, e nao me vejam
e nem mesmo um pensamento eles possam ter para me fazerem mal
armas de fogo, meu corpo nao alcançarão
facas e espadas se quebrem, sem o meu corpo tocar
cordas, correntes arrebentem, sem o meu corpo amarrar
pois eu estou vestido com as roupas e as armas de Jorge
Jorge é de Capadócia,
salve Jorge, salve Jorge!
salve Jorge, salve Jorge!
salve Jorge, salve Jorge!
Culto de São Jorge
O culto a S Jorge no Brasil
representa um dos elos mais fortes entre Brasil e Portugal
Das capelas da realeza para o catolicismo do povo, sobre o corcel, matando o dragão, o culto a São Jorge revela sua vitalidade. Poucos santos representam tão bem quanto ele os laços entre Brasil e Portugal. No Brasil ele está presente nos altares das Igrejas, nos gongás de Umbanda, nos nichos domésticos, na fachada das lojas, nas oficinas mecânicas.São Jorge conquistou os reis portugueses, desde a fundação de Portugal, seus suditos mais humildes e com eles atravessou o Atlântico.A partir do reinado de D João I , século XIV, São Jorge passou a representar o compromisso de Portugal com a fé católica. Mas foi a introdução do Santo na procissão do Corpo de Cristo, em 1837, a grande causa de o santo se ter tornado uma figura popular.
A devoção a S Jorge junto com a festa do Corpo de Cristo é uma das mais tradicionais festas do Brasil e é comemorada no país desde a chegada dos portugueses.
Também a confeção de tapetes de rua é uma manifestação de arte popular que tem origem na comemoração do Corpo de Cristo. A tradição de enfeitar as ruas surgiu em Ouro Preto, cidade histórica do interior de Minas Gerais
Tapete para receber a procissão de Corpus Christi na cidade de Ouro Fino - MG Foto de Dorival Junior Em Portugal continental e insular ocorrem várias formas de comemorar o Corpo de Deus. Em Monção, Portugal continental, no Norte, no dia do Corpo de Deus, a festa inclui um pitoresco «combate» ritual entre São Jorge e o dragão. in, |

entre nós e as palavras
para mário cesariny no dia da sua morte
um dia
entre os meus dedos frios
saberei segurar um cigarro com o amor
com que deixavas refulgente no éter
a rosa imensa do poema ou da pintura
(tanto faz)
um dia – (já)
o amor que perdeste
esse homem – esse único ser que amaste
voltará para os teus braços
e todos os poemas terão valido a pena
todas as rosas respirarão ao alto
e a chuva escorrerá entre os dedos amantes
ainda possíveis
um dia
os meus dedos serão como os teus
amarelos de um fumo construtor
:o teu amor
um dia
o mar não terá navios
nem espelhos
nem mastros
nem corações desfeitos
esta noite o teu corpo gastou-se
mas não se esgotou
corre o perfume do teu olhar
como um pássaro de asas imensas
e garras ferozes – hoje
mário
poderás ver-nos de cima
e rir de tudo voando só cabeça
enquanto o corpo se aninha na pele
amorosa do homem-luz que há tanto esperavas
26 de Novembro de 2006
Frederico Mira George
http://saudadesdeantero.blogspot.com/
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