30 outubro 2007

Uma Língua de Fogo

10.

Depois de tanto tempo
à procura de mim,
até que enfim,
encontrei Portugal

Daqui a mais um tempo
talvez ache pouco, é normal
em vez de cantinho europeu
terei vínculo mundial

E se o pensamento tudo pode
é só mais um passo, afinal
apanho o comboio da Física
rumo à escala universal

Grande e pequeno, longe e perto
no fundo é tudo igual
logo sou de Alhos Vedros
que é a minha terra natal.


(Fim do 1º capítulo)

7 comentários:

EFULGENTE PLENITUDE disse...

Isso é ser Sábio. Todo o lado exterior está dentro. Parabéns e muita força para reconstruir a Terra, sem dúvida, sem medo de coisa nenhuma e que nenhum ser se detenha no sofrimento - 'o mundo é bom.'Um chuveiro de bondade.

Estudo Geral disse...

Meu Amigo,
não troque os cardos pelas rosas.
A sapiência, decerto, está toda ela nos olhos que a viram e nas palavras que a comentam.

philos disse...

A modéstia fica-lhe bem.

Estudo Geral disse...

A modéstia é aquela doença dos coelhos, n'est pas?

philos disse...

Que engraçadinho!
Non. N'est pas vrai.
A modéstia é algo parecido com a simplicidade e pouca vaidade consequentemente, certo?
A "moléstia" é uma doença que ataca os olhos dos pobres coelhos, deixando-os "vesgos", para não dizer completamente cegos.
Tem por ventura algo que o deixa cego? Olhe, eu nada me cega, felizmente. E sou muito feliz assim.

philos disse...

Com um bocadinho de sorte, ainda lhe cai os dentes! E vai ser uma chatice. As idas ao estomatologista vão ser constantes e dispendiosas. Ó se vão!

Anónimo disse...

Não há maior cego do que aquele que teima em não ver a luz, porque a alma sente e o corpo pressente!
Talvez a sapiência se revele nas palavras erigidas sobre a douta ignorância !