25 novembro 2006

"A Minha Pátria é a Língua Portuguesa" - Uma opinião

1.
Quando Pessoa diz que a sua "Pátria é a Língua Portuguesa" está nitidamente a definir as fronteiras daquilo que para si é o 5º Império. E o Império existia.Mas se o Império Pátrio se esboroou, o "Império" da Língua é bem real e têm sido dados alguns passos bem concretos para a sua consolidação, na política, no desporto, na crescente participação cívica, etc.

Uma maior consciencialização do devir da Língua Portuguesa, decerto, trará novos equilíbrios ao mundo, tal como aconteceu com todo o movimento de expansão ultramarina que se iniciou no século XV. E que novos equilíbrios serão esses?
Só que agora já não é só de Portugal que se trata, mas antes da Língua Portuguesa. E aqui, embora com outro sentido, a máxima pessoana não podia ser mais actual. Mas qual será a importância da afirmação da Língua Portuguesa para Portugal e para o Mundo?
Quanto à relação que uma lìngua pode ter com a Alma, isso já é outra conversa, porventura, não menos importante. Pois como sabemos para Pessoa (e para nós) Língua e Alma caminham (ou deverão caminhar) de mãos dadas. Mas que relação é essa?

2.
Pessoa profere a sua famosa máxima na década de 20/30 do século passado. Na altura, a Pátria estendia-se pelo Ultramar. O Brasil já se tornara independente (1822), mas os territórios indianos, Timor, Macau, mais as colónias africanas, tudo fazia parte da Pátria do Pessoa.

Mas agora que a Nação está entregue a si própria, cabe-nos perguntar o que fazemos dessa herança enorme que advém do facto da Língua Portuguesa ser uma das mais representativas a nível mundial, com mais de 200 milhões de falantes.
Secundarizada nos grandes Fóruns Internacionais, como por exemplo na ONU e na UE, onde não tem estatuto de língua escolhida na comunicação interna e externa, também nas políticas nacionais, tal como na sociedade civil, pouco se tem feito por uma afirmação digna da Língua Portuguesa.
Um exemplo ridículo: Faz pouco tempo, nas rádios nacionais, apenas 3% da música que passava era Portuguesa.
É verdade que nos últimos anos a situação tem tido ligeiras alterações, com a criação da CPLP (que comemorou o seu 10º aniversário), mas sobretudo com as potencialidades trazidas pela internet que tem permitido uma maior consciencialização sobre a questão da Lusofonia.
Muito está por fazer. E, decerto, que a Mensagem sobre a importância que Fernando Pessoa dava à sua Língua não tem nos dias de hoje menos sentido, bem pelo contrário.

Luis Santos, Conversa Lusófona, O Largo da Graça (blog), Nov. 2006.

Prodigiosa Imaginação - Ora aí está uma maneira eficaz de reduzir a sinistralidade nas estradas

Agentes de trânsito loiras com os seios desnudos “acalmam” o trânsito na capital da Dinamarca.
Uma campanha do Departamento de Trânsito da cidade de Copenhague está causando controvérsias, na sua tentativa de, em vias de maior movimento de pedestres e locais perigosos, alertar os motoristas de que em toda a zona urbana a velocidade máxima permitida é de 50 km/h. A emissora de televisão RFSF, do Canadá, realizou uma matéria de repercussão mundial. Mostra vias da cidade e, em destaque, bonitas loiras dinamarquesas sem blusa, levantando placas de alerta. Os seios, naturalmente, estão desnudos. Veja em:


http://5x5m.com/files/speedbandits/

Vozes do Mar


Quando o sol vai caindo sobre as águas
Num nervoso delíquio d'oiro intenso,
Donde vem essa voz cheia de mágoas
Com que falas à terra, ó mar imenso?...

Tu falas de festins, e cavalgadas
De cavaleiros errantes ao luar?
Falas de caravelas encantadas
Que dormem em teu seio a soluçar?

Tens cantos d'epopeias? Tens anseios
D'amarguras? Tu tens também receios,
Ó mar cheio de esperança e majestade?!

Donde vem essa voz, ó mar amigo?......
Talvez a voz do Portugal antigo,
Chamando por Camões numa saudade!

Florbela Espanca
Remember Shakti: Giriras Sudha

18 novembro 2006

Remember Shakti: La Danse du Bonheur

...que coisa boa.

Filmes - Quebra Mar

Um pequeno filme por detrás de um copo com restos de cerveja da noite que passou:

http://www.youtube.com/watch?v=GPorI2Qiius

Uma Linha Recta

Comemoração do Centenário do Nascimento do Professor Agostinho da Silva
In Memoriam, Luis Carlos dos Santos

UMA LINHA RECTA

1. Memórias de uma viagem ao Brasil

Um belo dia, numa reunião ordinária da Cooperativa de Animação Cultural de Alhos Vedros, alguém propôs que se convidasse o Professor Agostinho da Silva para proferir uma palestra a integrar o Programa do 5º aniversário. E a palestra acabaria por se fazer, no dia 9 de Maio, à tarde, no ido ano de 1989, no Centro de Reformados da Vila. Já não me recordo do título preciso da oratória, mas era qualquer coisa como “A Cultura Portuguesa e a Preparação do Futuro”. Quando mais tarde a publicámos em livro, a partir de registo gravado, chamámos-lhe “Namorando o Amanhã”.

Deste encontro, entre Alhos Vedros e o Professor Agostinho da Silva, haveria de nascer uma amizade profícua que não mais terminou. Depois da palestra, o Professor começou a enviar umas cartinhas que nunca ficaram sem resposta. Era um hábito seu manter correspondência escrita com todos os amigos.

E foi na sequência desta troca de cartas que decidimos de novo fazer-lhe uma visita. Sabíamos que ele tinha por costume receber em sua casa amigos que se prestassem à conversa e, se bem o pensámos, mais depressa o fizémos. Infelizmente, essa visita não foi bem sucedida, porque o professor tinha sido apanhado por uma traiçoeira intoxicação alimentar que o levara a internamento hospitalar.

Mas o encontro com o Professor estava marcado pelo destino e teve até bastante graça como aconteceu. Algum tempo depois dessa frustrada visita, e quando o ano de 1991 já caminhava para o seu término, haveríamos de fazer uma viagem até ao Brasil. Quando saíamos de Manaus para São Salvador da Baia, ao entrarmos no avião, embora os lugares estivessem quase todos vazios, havia um indivíduo sentado no lugar que me pertencia. Ali estava, disse-me ele, porque tinha bilhete de “não fumadores” e como lhe dera vontade de fumar um cigarro ajeitara-se ali. Conversa puxa conversa, viémos a saber que se tratava de Cláudio da Costa Lima, companheiro em viagem de seu tio, Epaminondas da Costa Lima, proprietários da empresa que fabricava a Jurubeba, Leão do Norte, uma bebida com fórmula de vários frutos que começou a ser produzida, em tempos idos, pelo avô do primeiro e muito consumida em várias partes do Brasil.

Ora, viémos também a saber que os dois cavalheiros tinham convivido bastante com Agostinho da Silva e referiam-se a ele com muita familiaridade. Um dos irmãos de Epaminondas, antropólogo, terá até trabalhado no Centro de Estudos Afro Orientais e, se não nos falha a memória, feito trabalho de campo no norte de África ao abrigo desta instituição que como sabemos foi criada pelo Professor. Por sua vez, Epaminondas que devia ter uma idade próxima à de Agostinho, era professor universitário e poeta, actividades que tinha partilhado com ele durante muito tempo. De regresso a Portugal, depois de termos visitado a dita empresa e do Cláudio nos ter gentilmente guiado pelas ruas de São Salvador, ficámos portadores de uma carta, de umas garrafas de Jurubeba e de um livro de poesia do próprio Epaminondas para Agostinho da Silva, Do Simples Viver (Editora Pasárgada, São Paulo, 1983), livrinho que, diga-se, tem um poema lindíssimo que lhe é dedicado.

Claro que, chegados a Portugal, lá fomos entregar a encomenda à casa do Professor, tendo-se constituído esta como a primeira visita efectiva de mais uma quantas, ao nº 7 da Travessa do Abarracamento de Peniche. Primeiro à casa do Professor e, depois, à casa da sua vizinha e companheira de muitos anos, Maria Violante Vieira, Presidente da Unicef em Portugal e primeira Presidente da Associação Agostinho da Silva.

De Maria Violante, entre uma mão cheia de boas recordações, ficou-nos um livro por ela oferecido, “avant-garde na bahia”, de António Risério, (Edições instituto lina bo e p. m. bardi, São Paulo, 1995), onde se dá conta da importância que um grupo de intelectuais e artistas terá tido na vida cultural do Brasil, e da Baía em particular, nos anos 50, onde aparece em lugar de relevo o nome de Agostinho da Silva. Aparece-nos esse grupo no livro, como os percursores de reconhecidos movimentos culturais e artísticos que haveriam de se desenvolver nas décadas de 60-70 no Brasil, como foram a Bossa Nova, o Cinema Novo e a Tropicália, onde encontramos nomes como os de João Gilberto, Glauber Rocha, Caetano Veloso, Gilberto Gil, entre muitos outros.

2. A Livraria Uni Verso, em Setúbal

Em determinada altura, por indicação do Professor, contactámos com uns amigos de Setúbal, João Raposo Nunes e Maurícia Teles, proprietários da Livraria Uni Verso, que mantinham com ele uma relação especial de amizade. Agostinho gostava de apresentar os amigos. Recordo-me de uma visita que fiz a sua casa. Quando entrei já lá estava outro visitante e, logo a primeira coisa que o Professor fez, foi promover a troca de correspondências, porque, dizia ele, nunca se sabia se por detrás daquele encontro não se escondia uma qualquer intenção do destino.

A Livraria Uni Verso era bem frequentada e fizémos mais amigos. Nesses primeiros tempos, lembramo-nos particularmente da professora Maria Eduarda da Rosa e do escritor Luiz Pacheco. Percorríamos, então, o ano de 92 e, naquela altura, decorria na Livraria um Ciclo de Estudos Gerais Gratuitos, dinamizado por diversas pessoas de várias áreas que iam desde as “Invenções” do António Doroteia, até aos poemas do Camilo Pessanha, ditos pela Eunice Munoz, entre outros.

Outro grande acontecimento que passava, e ainda passa, pela Livraria Uni Verso, são as Festas do Espírito Santo, sempre comemoradas todos os anos no Domingo de Pentecostes e que, tanto quanto sabemos, também foram impulsionadas por Agostinho da Silva, conjuntamente com o João Nunes e a Maurícia Teles. Sabemos que também António Quadros, nesse tempo, por lá andava (e ainda anda!...). Pela nossa parte, já participámos várias vezes na Festa e lá temos encontrado outros amigos da Associação Agostinho da Silva, de Lisboa, e do CADA (Círculo de Amigos do Agostinho), do Porto, este sempre representado pelo inesquecível amigo Ilídio de Sousa. Mas muitos outros poderiam ser referidos.

Foi a partir de convite do Professor Ilídio de Sousa que participámos, no Porto, no Colóquio Vida e Obra de Agostinho da Silva, em Junho de 1997, onde tivemos a honra de ter como parceiros de mesa os Professores Paulo Borges e Pedro Teixeira da Mota.

Desde a primeira ida à Livraria Uni Verso até hoje, muitas foram as iniciativas e os encontros que juntos levámos a cabo, sempre marcadas também pela participação dos amigos da Cooperativa de Animação Cultural de Alhos Vedros. Desde logo, a começar pelas minhas visitas frequentes, onde ainda delas fazemos uma vida conversável e se continua a poder desfrutar da omnipresença de Agostinho da Silva. Depois foi lá que fizémos a publicação de dois livrinhos, Do Convento (1996) e O Estandarte da Paz (2003), sem dúvida, também eles marcados, aqui e ali, pelas influências que o Professor nos deixou. E, por agora, fiquemos por aqui.

3. A Cooperativa de Animação Cultural de Alhos Vedros

Temos vindo a participar, faz já muito tempo, no projecto que a Cooperativa de Animação Cultural de Alhos Vedros tem vindo a delinear para a região envolvente. Desde que Agostinho da Silva por cá passou, em 1989, foi tão boa a semente deixada que não mais parou de se desenvolver. De facto, são já inúmeras as actividades ocorridas na região que trazem consigo o nome e o pensamento do Professor.

Para referenciar todos esses acontecimentos podemos começar por assinalar a troca de correspondência que ele impulsionou.
Depois lembramo-nos de uma noite de Lua-Cheia, um evento que a Cooperativa organiza periodicamente, que foi dedicada a Agostinho da Silva e ao Culto Popular do Espírito Santo, onde participaram o João Nunes e a Maria Eduarda da Rosa.
Na área dos livros, já que vai também a Cooperativa promovendo algumas edições, lembramo-nos do Bolinando (1994), uma antologia poética ilustrada que se constituiu também como uma singela homenagem ao professor; do Namorando o Amanhã (1996), o livro que contém a palestra do Agostinho, como já foi dito; e, ainda, uma brochura, As Últimas Cartas do Agostinho (s/d), onde foram editadas as cartinhas que ele nos foi enviando.
Foram também muitas as Conferências que a Cooperativa foi organizando, ao longo do tempo, sobre a vida e a obra de Agostinho da Silva. Abdul Cadre, Helena Briosa e Mota, Maurícia Teles, Risoleta Pinto Pedro e José Flórido, foram alguns dos autores dessas palestras que prontamente se dignaram a colaborar connosco.
Por fim, pôs a Cooperativa a funcionar uma Escola assente num espírito de livre aprendizagem que se denomina, precisamente, Escola Aberta Agostinho da Silva, onde se tentam pôr em prática algumas das ideias que o Professor tinha sobre como deveria funcionar uma Escola. Este ano lectivo tivémos sessões de Filosofia para Todos, um Ciclo de Estudos de História Local, um Atelier do Optimismo e um ciclo de Estudos Gerais, coordenados respectivamente pelo Professor Luis Mourinha, Professor Joaquim Raminhos, Psicólogo José Miguel Oliveira e Professor Luis Carlos dos Santos. Já existem novos cursos propostos para o próximo ano lectivo.

A herança é imensa, os amigos agradecem. Mas o Projecto precisa de continuar porque é da doce e paradoxal alegria de viver que se trata, mais uns pozinhos de eternas essências. Vocês não acham?

Alhos Vedros, Junho de 2005


SANTOS, Luis Carlos dos - Uma Linha Recta, in EPIFÂNIO, Renato (outros) (orgs.), In Memoriam de Agostinho da Silva (100 anos, 150 nomes). Corroios: Zéfiro, Nov.2006, pp.299-302.



Algarve, 1987

aguarela s/ cavalinho, 29x21

Chagas Vinagre

A obra Línguas de Fogo - Paixão, Morte e Iluminação de Agostinho da Silva da autoria de Paulo Borges e com a chancela da Ésquilo terá a sua apresentação no auditório 3 da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, terça-feira, 21 de Novembro, às 18,30h, logo depois do lançamento do Livro Tibetano dos Mortos.

O livro, cuja apresentação estará a cargo do Professor António Cândido Franco, narra a vida post mortem de Agostinho da Silva no período sagrado das sete semanas que antecedem o Pentecostes.

"Se o que conhecemos como o Professor Agostinho ainda fosse um ser humano ou um ser comum, preso à ilusão do ego, teria de se metamorfosear e renascer, o mais tardar, quarenta e nove dias após a data da sua morte, num dos seis mundos... Vamos começar hoje mesmo, dia particularmente auspicioso, a estudar isso no Bardo-Thödol, conhecido como o Livro Tibetano dos Mortos, um tesouro espiritual do grande Padmasambhava revelado por Karma Lingpa... fundamental para se saber morrer, ou seja, para se saber viver... Mas não me parece, como disse, que ele seja ainda um ser comum..." (in, Línguas de Fogo, Paulo Borges).

Musidanças 2006

MÚSICA DO MUNDO LUSÓFONO
as terças-feiras em Lisboa nunca mais serão as mesmas

Convidamo-vos a estarem presentes no
MUSIDANÇAS 2006 no ONDAJAZZ , Rua Arco de Jesus, 7 ao Campo das Cebolas,

PROGRAMAÇÃO: www.musidancas.com
Hoje venham curtir connosco
21 Novembro – FERNANDO TERRA
1 Pessoa 5 €

PINTURA – de 14 de NOVEMBRO A 3 DE DEZEMBRO com Firmino Pascoal

VENDA DE CD COMPILAÇÃO “MUSIDANÇAS 2006” no local e no site
www.musidancas.com com músicas de vários artistas presentes no Festival
Bilhetes á venda no local ou pelo número 218873064 ou
bar@ondajazz.com

PRODUÇÃO E PROMOÇÃO
MUSIDANÇAS
prodmusidancas@musidancas.com
968972450-919337275
Firmino Pascoal
Rua dos Lírios, 26, 2º C
2725-360 Mem Martins
Portugal

Olivença back to Portugal

Está em curso na Net um «abaixo-assinado», em inglês, da autoria de Sam Gomes, de Londres, dirigido a «The Ambassador of Spain», em que se denuncia a actual situação de Olivença. Pelo interesse da iniciativa, e deixando ao critério de cada um subscrevê-la, transcreve-se:

"Olivenza is a Portuguese territory illegaly occupied by Spain. Portugal does not recognize the Spanish sovereignty over the Olivenza territory. Therefore, the border between these two countries in the Olivenza region has never been defined- in the delimitation of the border between the two Iberian states 100 landmarks have not yet been placed.

The rigths of sovereignty that Portugal possesses over Olivenza are unarguable and no expert in International Law can question it. The Portuguese Constitution, in Article 5, number 3, makes it impossible for that territory to be given to Spain. Thus the only solution to this peninsular litigation lies in the fulfilment of the Vienna Treaty of 1815, whereby Spain pledged to return Olivenza to Portugal, which has not happened so far.»

Created by Sam Gomes
Olivença É Terra Portuguesa!
Lx., 12-11-06.> SI/
Grupo dos Amigos de Olivença

Assinar petição em:
<http://www.petitionspot.com/petitions/Olivenca_back_to_Portugal>

12 novembro 2006

Somos mesmo muito co-criadores do Espaço -Tempo (...)

Eduardo Esp. Santo

"Tendo Tudo, Tampouco ou Nada

Tenho pena mas não tenhas asas
Tenho caminho mas minhas patas são pés
Tenho cabeça mas ela não é de lagarto
Tenho cabelo mas ele está sempre despenteado

Tenho tempo às vezes mas não tenho tinha
Tenho vagar por vezes mas não tenho ondas
Tenho tido coisas mas nem tudo tenho
Tenho muita paciência mas nem sempre serve

Tenho casos mas muitos sem causa
Tenho assuntos mas muitos completamente vazios
Tenho vontade mas não sei por onde começar
Tenho a imaginação colorida mas cadê o arco-íris

Tenho visto tanto e tão pouco mas quero ver o fim do túnel
Tenho experimentado o suficiente mas preciso de mais experiência
Tenho pressentido muito mas necessito de sentir muito mais
Tenho sonhado que nunca mais acaba mas há que materializar a realidade

Tenho sido demasiado distraído mas terei que me concentrar melhor
Tenho partido em longas viagens mentais mas sem grande efeito
Tenho viajado pelo pensamento em busca constante mas para nada
Tenho vestido a pele do avesso mas porque ando abstracto em demasia...

Mas quando o que tenho é que andar o mais sensato e consciente possível!...

Escrito em Luanda, Angola, por manuel de sousa, a 11 de Novembro de 2006, em Homenagem ao Dia da Independência de Angola e ao Grandioso Povo de Angola, que por tanto sofrimento, hoje merece estar em bem estar e feliz..., festejando a Dipanda (Festa da Independência)...com os Amigos e com os Restantes Povos Irmãos do Mundo..

11 novembro 2006

Índice Mundial de Desenvolvimento Humano

O índice de desenvolvimento humano das Nações Unidas, que no relatório de 2006 se baseia em números de 2004, avalia os países não apenas pelo seu Produto Interno Bruto mas também a partir de indicadores de bem-estar como a esperança de vida, a educação e a saúde.

Para se perceberem as diferenças, o relatório dá como exemplo os primeiro e último classificados, indicando que a Noruega é cerca de 40 vezes mais rica do que o Níger, que o norueguês médio vive o dobro do tempo que o nigerino médio e que todos os noruegueses passam pelo sistema de ensino, contra apenas um quinto (21 por cento) dos nigerinos.

Por outro lado, lê-se no documento, a riqueza dos países não gera necessariamente um desenvolvimento humano elevado, sendo exemplo disto os Estados Unidos, que sendo o segundo país mais rico do mundo está classificado em oitavo lugar no índice de desenvolvimento humano.
O relatório, elaborado anualmente pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), conclui do estudo realizado este ano que "aumenta o fosso entre países pobres e países ricos", uma vez que o desenvolvimento na África subsaariana "estagnou e não apresenta qualquer sinal de melhoria", apesar de no resto do mundo ter aumentado.

A estagnação africana deve-se, segundo o PNUD, "em parte ao retrocesso económico mas, principalmente, às consequências catastróficas do VIH/Sida na esperança média de vida", que na África subsaariana é actualmente inferior à que se registava há 30 anos.

A descida de Portugal na tabela é explicada não por uma diminuição do índice de desenvolvimento que lhe foi atribuído - que cresce de 0,902 para 0,904 -, mas pelo aumento do índice da Coreia do Sul, que ultrapassou Portugal (e a Eslovénia) ao subir do 28º para o 26º.

No conjunto dos 25 países da União Europeia (UE), 15 estão à frente de Portugal e os nove que têm piores classificações pertencem todos ao grupo de dez países que aderiu à União em 2004. Neste grupo, a única excepção é a Eslovénia, que ultrapassou Portugal em 2005.

Os mais bem classificados da UE são, este ano, a Irlanda, que subiu do oitavo para o quarto lugar, a Suécia, que passou do sexto para o quinto, e a Holanda, que subiu do 12º para o 10.
O Luxemburgo, que no relatório de 2005 era o país da UE com a melhor classificação, desceu este ano do quarto para o 12º lugar. Em contrapartida, a Letónia continua a ser o país da União com a pior classificação, apesar de ter subido três lugares - do 48º para o 45º - em relação ao relatório anterior.

Os dois países que vão aderir à UE em 2007, Bulgária e Roménia, ocupam respectivamente o 54º e o 60º lugar, sendo que a Roménia passou este ano a integrar os países com um desenvolvimento humano elevado (índice superior a 0,800), quando no ano passado estava no grupo dos países com um desenvolvimento humano médio.

À excepção de Moçambique, que mantém a mesma posição de 2005 (168ª) embora continue a apresentar um índice baixo de desenvolvimento humano, todos os países de língua oficial portuguesa desceram na tabela.

Depois de Portugal, o mais bem classificado é o Brasil, no 69º lugar, que se mantém como sexto classificado do grupo de países com um desenvolvimento humano considerado médio (da 64ª à 146ª posição) mas desceu seis lugares em relação a 2005.

O pior classificado é a Guiné-Bissau, no 173º lugar, a apenas quatro do último e um abaixo do alcançado no relatório de 2005.

Pelo meio estão Cabo Verde, que desceu do 105º para o 106º, São Tomé e Príncipe, que desceu do 126º para o 127º e Timor-Leste, que depois de subir 18 lugares em 2005 desce dois em 2006, classificando- se agora na 142ª posição.

Angola, Moçambique e Guiné-Bissau estão no fundo da tabela, respectivamente nos lugares 161, 168 e 173, no grupo de países com um índice de desenvolvimento humano considerado baixo (inferior a 0,500).
Angola e Moçambique, por exemplo, estão entre os dez países do mundo com a mais baixa esperança média de vida à nascença: 41 e 41,6 anos, respectivamente.
Atrás deles, nesta matéria, estão a Serra Leoa (41 anos), Malaui (39,8), República Centro-Africana (39,1), Zâmbia (37,7 anos), Zimbabué (36,6), Lesoto (35,2), Botsuana (34,9) e Suazilândia (31,3).

No pólo oposto, estão o Japão, com uma esperança média de vida à nascença de 82,2 anos, Hong Kong (81,9) e Islândia (80,9). Em Portugal a esperança média de vida é de 77,5 anos e em Cabo Verde, o país africano de língua portuguesa mais bem colocado nesta matéria, de 70,7.

Em termos globais, as diferenças no índice de desenvolvimento humano de 2005 para 2006 traduzem-se também num aumento de 57 para 63 do número de países com um desenvolvimento humano elevado. Entraram nesta classificação, de desenvolvimento humano médio, Omã, Antígua e Barbuda, Roménia, Malásia, Bósnia-Herzegovina e Maurícia.

Oitenta e dois países estão no grupo dos que apresentam um índice de desenvolvimento humano médio e 30 no grupo do desenvolvimento humano baixo, entre os quais Angola (161º lugar), Moçambique (168º) e Guiné-Bissau (173º).

Agência LUSA

(enviado por Margarida Castro
dialogos_lusofonos@yahoogrupos.com.br )

Musidanças no Programa Latitudes

Terça-Feira dia 14 de Novembro por volta das 21.15 horas na RTP África

Sexta – feira dia 17 de Novembro por volta das 18.00 horas na RTP África

Sábado dia 18 de Novembro por volta das 11.00 horas da manhã na RTP INTERNACIONAL.

PORQUE O FUTURO ESTÁ NA MISTURA.

MUSIDANÇAS

Firmino Pascoal

A LUZ, o Tempo e a Sagração

Se soubesses que tinhas três horas para viver nesta dimensão não pouparias o bem que tens a cumprir e farias tudo para saldar os teus débitos.

Tens muitos anos de vida, mas porque não fazê-lo nos próximos tempos? Limpa a janela. Dá brilho ao teu mundo. Alegria de tudo e todos sê. Muda a relação com o Senhor do Tempo e com a Mãe do Espaço.

Ficarás enfim livre da albarda de que te encarregou o tempo, que te tem retido frente ao Adamastor, passa por ele com Amor pelo tempo que passou, saúda-o e chegarás ao Quinto Império (coração) e daí em diante, desfardado para a tua Sagração, embora já não tu, recuperas a Memória entre a Espuma e os Rochedos. A obra prima és tu, de Todas as Coisas infinitamente lembrado.

E os Amores desdobram-se recitados pelos poetas cantores, viajam pela luz deliciosa em maneira de navegar, há que tempos e planos.

Na tua sacralidade transbordaste do futuro a defesa da ideia de máscara. Era um pequenino medo que não te deixava falar como as crianças o fazem na paragem de um autocarro.

Quando abranda a fervura maquinal dos dias O que É Suave descende sobre o coração e todos os objectos resplandecem e falam conscientes a partir da sua estonteante pureza. Todos me dão os seus recados e entre eles este.

Gualdim

Irresistible Attraction



(foto de Raul Costa)

http://www.pbase.com/raulcosta/image/69751548

07 novembro 2006

06 novembro 2006

Será?


Espécies pescadas actualmente poderão desaparecer em 2050

Biodiversidade oceânica em causa.
Falta de peixe poderá chegar já em meados do século. Todas as espécies selvagens actualmente pescadas terão entrado em colapso, em 2050, revela um estudo sobre a biodiversidade nos oceanos que a revista "Science" publica hoje. O termo "colapso" significa que terão desaparecido 90 por cento dos exemplares de cada uma das espécies que o homem pesca. O estudo, dirigido pelo investigador Boris Worm, do departamento de Biologia da Universidade Dalhousie, no Canadá, e que reuniu académicos canadianos e dos Estados Unidos, assinala ainda que, com a perda da biodiversidade oceânica, estão a surgir outros problemas.

in, Ciência Hoje (revista digital)
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04 novembro 2006

Visita de Estudo

Museu de Arqueologia e Etnografia de Setúbal










01 novembro 2006

Cidadania Liberal vs. Cidadania Democrática

(…)
A concepção liberal de cidadania, que remonta à Revolução Francesa e que culmina na Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão de 1789, é já muito diferente daquela que caracterizava o início da Idade Moderna. Nessa altura consideravam-se cidadãos todos os que estavam sobre a protecção soberana do príncipe e, portanto, cidadão era o sujeito da soberania, o que implicava sujeição. Na moderna concepção liberal, a cidadania assenta na igualdade de todos os homens perante a lei e traduz-se em primeiro lugar pela ideia de liberdade. “Contra a publicidade do Estado afirmava-se a privacidade cívica do indivíduo, possuidor dos direitos de liberdade (de consciência, de expressão, de imprensa, de livre opinião), de propriedade, de segurança.”

No entanto, num primeiro período, o exercício desta liberdade dizia, sobretudo, respeito aos proprietários, à burguesia, não sendo ainda uma cidadania democrática. Mas ao longo do século XIX vai-se assistindo a um alargamento da noção de cidadania, ou seja, à sua democratização. O direito de sufrágio, o direito de associação profissional e sindical, o direito à greve e o direito de igual acesso de todos os cidadãos a cargos políticos são premissas que garantem uma cada vez maior democraticidade. De um entendimento elitista da cidadania passa-se a uma cidadania de massas. Assim, na transição do século XIX para o século XX o direito de cidadania, além do valor de liberdade, ganha também o valor de participação e de solidariedade social. O Estado deixa de ser um simples árbitro para passar a ser interventor dos direitos do cidadão.

Boaventura Sousa Santos designa-a como a emergência da “cidadania social” que sucede a uma cidadania cívica e política, assente na conquista de significativos direitos sociais, no domínio das relações de trabalho, de segurança social, de saúde, de educação e habitação, por parte das classes trabalhadoras.

A tradição democrata traz uma mais valia à tradição liberal. Uma concepção democrática de cidadania representa um refinamento da liberdade e, simultaneamente, da responsabilidade dos cidadãos.


(in, SANTOS, Luis – A Educação Nova, A Escola Moderna e a Construção da Pessoa (tese de mestrado). Monte das Caparica: FCT da Universidade Nova de Lisboa, 2003).