28 novembro 2008

O Largo da Graça

15. José Afonso

O Zeca Afonso não é da minha geração, nem faz parte da minha cultura musical.

Todavia, encontro nas minhas liberdades fundamentais uma dívida para os que como ele deram a vida pela liberdade, pelo fim da guerra colonial, contra a pobreza e a injustiça social.

É boa a criação do símbolo que nos permite recordar que alguém teimou em ter-nos amarrados, mão-de-obra para uso privado e não nos queria a voar. Eram mais ou menos assim, os fascistas do Estado Novo. Mas há muitos mais…

Creio igualmente que muitos há, que levantam o punho com o José Afonso, mas embora nem suspeitem são parecidos com os outros.

Como conheço mais o ícone José Afonso do que a pessoa não vou duvidar da sua generosidade na partilha. Sei que naquele tempo, se confundiam facilmente intenções totalitárias com liberdade. De maneira alguma me atrevo a dizer que tenha sido o caso. Mas não é que ainda hoje acontece com muito boa gente...

Luis Santos

1 comentário:

luis santos disse...

Renato Epifânio disse...
Registo que desta vez não fizeste a apologia do regime chinês. Até porque, segundo a tua grelha de análise, é também um regime "fascista"...

29 de Novembro de 2008 0:26


lc disse...
Renato, acho que é uma confusão tua. Eu nunca fiz a apologia do regime chinês. Sou um defensor da Liberdade individual, e até da liberdade de não se ser livre, crítico da censura e da perseguição política, seja em Portugal, na China, ou outro qualquer lugar do mundo.

Quando falo em Socialismo de Mercado, que talvez possa ter alguma coisa do sistema político chinês, mas não à maneira da China, sobretudo, no que toca à censura e à perseguição política, é no vislumbre de uma maior justiça social, mais anti-clientelas partidárias, menos corrupção, enfim, de uma organização democrática mais esclarecida, mais eficaz, do que aquela que temos hoje.

Os Socialismos tal como as Democracias são sacos muito grandes, onde cabem muita coisa distinta. A minha preferência política vai para um sistema, seja ele qual for, que assenta numa tensão entre a máxima das liberdades para a máxima das igualdades. Como será que lhe hei-de chamar? Um dia destes te direi.

29 de Novembro de 2008 20:58


Renato Epifânio disse...
OK, Luís.
Iremos então continuando a nossa conversa...

Abraço MIL

29 de Novembro de 2008 21:04