30 outubro 2006

"Alma Viva de Facto"


Não sou feito de pedra...
...Ou de ferro
...Ou de palha
...Ou de água
...Ou de barro
...Ou de pressupostos vagos
...Ou de sonhos
...Ou de razões
...Ou de causas estéreis
...Ou de ossos
...Ou de carne
...Ou de simples ambições
...Ou de sentimentos ignóbeis
...Ou de cimento
...Ou de tijolos
...Ou de egocentrismo puro
...Ou de egoísmo pleno
...Ou de excentricismo exagerado
...Ou de infelizes expressões
...Ou de invejas múltiplas
...Ou de raios de estrelas
...Ou de poeira galáctica
...Ou de desejos sensacionalistas
...Ou de ar e núvens
...Ou do brilho da Lua
...Ou do calor intenso do Sol
...Nem do namoro dos dois...
...Nem sou corpo nem o efeito...
Mas sou a própria Alma Viva!...

Escrito em Luanda, Angola, por manuel de sousa, a 25 de Outubro de 2006, em tom de Comemoração e Homenagem à própria Força Omnipresente da Vida...que através de nossos Corpos e Mente fluí..., vinda dos confins do Pensamento Vivo da Alma Cósmica..., comum a todos nós, ao fim e ao cabo, queira-se ou não!...

2 comentários:

Kai Mia Mera disse...

Somos feitos de tudo e ao mesmo tempo de nada, de fragmentos que dão razão à existência da ALMA.

A titulo de informação:
O novo Museu Mar da Língua, museu sobre a lingua portuguesa e os decobrimentos tem a sua abertura prevista para 2008,a noticia pode ser encontrada aqui e aqui.

Edições Casa de Estudos de Alhos Vedros (CEAV) disse...

Obrigado pelo poema. Já não bastava sermos feitos de tudo que ainda temos de ser feitos de nada. Tudo e nada ao mesmo tempo. Que maravilha. É por isso que eu não me canso de viver, nem de amar.

Obrigado pela informação. Museu Mar da Língua é um nome que muito me agrada. É como se tivéssemos uma Língua, feita um Mar, sempre a gotejar, que é como quem diz uma Língua feita um pedaço de Céu, onde cabemos tu e eu.

beijinhos, beijinhos